terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ponto fraco.

  Você tem o sorriso mais gostoso de todos que meus olhos já viram e minha memória me permite lembrar. Daqueles que só de ver da vontade de sorrir também, não pelo motivo que te fez mostra-lo, é por ele mesmo, pelo fato dele me desarmar e me levar até você sem eu perceber. Sorrisos sempre foram meu ponto fraco.
Você sem ele seria só mais um rapaz bonito, como muito outros daqui. Ele é seu diferencial; minha tentação; o que todas, que te olham, esperam que você mostre quando você passa, alimentado assim o amor platônico delas (e, não sejamos hipócritas, o meu também, nem tão platônico mais, apenas amor).
   Falam por ai que uma pessoa sem vícios não é confiável, tenho minha droga preferida.Ficar sem te ver por mais de três dias é abstinência, pequenas doses diárias de você são suficientes, gargalhadas me levam ao êxtase e passar a noite juntos é overdose. Vem e traz seu sorriso, não importa se está sorririndo com desdém, sorrindo fulgurantemente ou sorrindo tolamente.
  Com um charme deses, o que você quer comigo? Eu me pergunto todas as vezes em que você me chama por apelidos carinhosos, fala que eu fico linda de vestido, aparece "misteriosamente" nos lugares que eu estou e me acompanha com o seu olhar quando passo pelos corredores apressada. Você poderia ter o mundo, mas não, no momento, só quer iluminar meu mundo com seu sorriso, musicas tocadas no seu violão e sotaque do interior.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Miragens da madrugada.

  Eu queria saber quantas pessoas,nesse exato momento,  também estão sofrendo por amor. Pela falta, pelo não correspondido, por não conseguir corresponder. Quantas?
  Eu queria que essas luzes pisca-pisca de natal fossem abolidas, tenho pavor dessas luzes, acho desnecessárias, não preciso explicar,não sei explicar o porque, só sei que são irritantementes dispensáveis.
  Eu queria estar na rua, tomando essa chuva, tomando um copo de uma bebida bem forte, tomando na cara pra ver se aprendo a te esquecer e paro de sofrer todas as noites. E paro de sorrir pra qualquer um. E paro de sonhar com os olhos abertos. E paro de achar que a humanidade tem salvação. E paro de sentir tudo demais.
  Eu queria trocar todos esses "querer" por uma, uma misera noite com você. Das seis da noite, as seis da manha. Concluir desejos, finalizar conversas, alimentar meus sentimentos, sentir sua lingua quente brincar pelo meu pescoço, rever seu sorriso fácil e te mostrar que ainda sei morder sem machucar e ainda assim ser gostoso. Sei que isso não vai me fazer parar de sofrer, mas vai me dar uma noite a menos de sofrimento e uma a mais de prazer.
Cansei de me nutrir de fantasia, sei que a realidade com você é muito melhor, sei que vai pegar na minha mão,me abraçar daquele jeito gostoso e me chamar de bichinho acuado. Sei que vai embora logo pela manha e ficarei por mais seis meses remoendo nossa madrugada. Remoendo não por estar arrependida, remoendo por não entender porque eu demoro a aceitar seus primeiros beijos depois de tanto tempo sem te ver, por não entender porque eu ainda passo no filtro da moralidade o que eu desejo fazer com você, se só há nós dois, um quarto, uma garrafa e muitas coisas pra viver em poucas horas de vida juntos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cazuza me entenderia.

  É na madrugada que eu mais sinto sua falta, é quando meus pés estão frios e não tem ninguém para esquenta-los, é quando, proposital -e, porque não, masoquista - eu coloco a nossa musica pra tocar, seguida de  Marisa Monte e Adriana Calcanhoto, as rainhas da fossa. Tudo isso de fone nos ouvidos, claro, não acho justa compartilhar minha depressão com meus vizinhos e com quem mora comigo.
  Melancolia, tristeza, depressão, fossa, dor de cotovelo, sinônimos de "sinto sua falta, volta pra mim" motivam um dos momento mais impares da minha vida, eu, sempre tão feliz e animada, me pego suspirando e lembrando de conversas sentados no chão da sala da sua casa ouvindo Cazuza e discutindo se mentiras sinceras nos interessam e se você tinha vocação pra ser um "exagerado" que me traria mil rosas roubadas pra desculpar suas mentiras, suas mancadas.
  Fico introspectiva, tento imaginar no que você está fazendo agora: com alguma mulher; sozinho; dormindo de bêbado esparramado na sua cama; escrevendo um romance; fumando e tomando café, acostumado com sua peculiar insonia.
  São quase três da manha e eu continuo aqui na rede, com as mesmas manias de coçar a cabeça com o dedo indicador, de pintar as unhas do pé de preto, de dormir pro lado contrário da cama; com as mesma tatuagens que você sempre achou sexy; as mesmas mãos frias esperando pelas suas para aquece-las e falar sério brincando o ditado "mão fria, coração quente".
   Me chama de "minha flor, meu bebê" e vem manter quente o coração (e os pés) dessa maior abandonada que sabe que cada vez que te ver vai ser sempre muito mais bacana que na semana passada.
"Todo mundo tem um ponto fraco, você é o meu, porque não?" É, Cazuza me entenderia.

Diálogos em uma mesa de bar.

-Seu coração já foi partido?

-Já, uma vez. Doeu. E o seu?

-Partido, pisado, estraçalhado, estilhaçado. Posso até apostar que parou de bater por alguns segundos de tão machucado que ficou.

-Ainda bem que machucados saram e feridas fecham né?

-É sim, pequena. É clichê, mas é sim.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quando a esmola é demais...

  Desenvolvo amores platonicos por onde passo, meu coração é muito inocente e se apaixona facilmente, crio obsessões e depois de um tempo passa. Ou passava, já que conheci alguém que não sabe "brincar" de amor platônico.
Deixa eu te ensinar que esse tipo de amor não pode ser correspondido, você não pode ter um amor platônico por quem sente o mesmo por você. Não sabe brincar, não brinca. Não quebra o encanto.
  Você passava e eu te olhava; você sorria e eu , à distancia, me derretia; você falava em publico e eu voltava toda a minha atenção para a sua fala. Estava tudo como sempre foi, tudo certo, eu te endeusando e você sem saber da minha existência, normal demais pra ser verdade. Então você resolve puxar conversa comigo, saber meu nome, o que eu fazia da vida, se eu aceitava um gole do que você estava bebendo.
Lindo e simpático. Lindo eu já sabia, mas simpático, sim, simpático, porque era obvio que ele não estava me paquerando, ele era o meu paquera, minha vida não é tão certinha assim ao ponto de eu ser interessada por quem é interessado por mim. Lindo sim. Simpático sim. Me paquerando: talvez, com chances bem remotas.
Não sou pessimista, só não sou acostumada com uma vida amorosa dando certo.
Daí pra me ver de longe e ir até onde eu estivesse pra me cumprimentar foi rápido, pra me incluir nos jogos com seus amigos foi mais rápido ainda (agradeço todos os dias por ter uma família que tem sangue pra jogatina e desde pequena sei jogar qualquer jogo de cartas). Só faltava uma coisa: eu aceitar que você não estava sendo simpático sem nenhuma intenção por trás disso tudo.
Aceitei, me joguei. Conheci seu carro, conheci sua casa, conhecia sua vida, conheci você. E da paixão platônica ficou apenas a paixão.

domingo, 13 de novembro de 2011

Choro sim e estou vivendo, tem gente que não chora e vive engasgado.

   Chorar nunca foi uma das coisas que eu mais gosto, nem sozinha -na cama que é lugar quente, como diz minha mãe- e muito menos na frente das pessoas. Não por orgulho, não por medo de me acharem sentimental ou fraca, mas por achar que choro é muito pessoal, é um momento não só pra colocar tudo pra fora em forma de lagrimas, é pra pensar, pra sentir, porque se for pra chorar, é pra chorar mesmo, com direito a dormir com o nariz entupido e acordar com a cara inchada no dia seguinte.
  Só seguro o choro porque sei que se eu der liberdade ele não para mais, vai sair por tudo e todos, até pelo que não deve. Então prendo, como quem prende o ar, a enxurrada de goticulas salgadas, seguro até eu me sentir segura o suficiente pra chorar por horas, sem ser interrompida pelos outros, só pelos meus pensamentos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Me liga, me atende, me tira do gancho e me deixa fora da minha área de cobertura.

-Alô?!
-Sabe quem é?
-Sei...
-Ta podendo falar mocinha?
-Tô.
-Eu só queria te falar que eu não desisti de você...Eu sei, eu sei que nós já conversamos sobre isso, mas eu quero reforçar a ideia. Nosso plano ta de pé. Você lembra dele né? Eu sei, ta meio bagunçado aqui, tem muita gente falando no fundo e isso é o pior, porque se eu estivesse sozinho, na minha casa, na rua ou no transito eu estaria sozinho de verdade, é triste ter um monte de gente a sua volta e sentir falta de alguma coisa, de alguém. Eu sei, eu sei que nós acabamos de nos ver, mas você estava estranha. Eu entendo seus motivos, te dou razão, mas você sabia de tudo desde o começo, eu nunca menti pra você, nunca te enganei. Gosto de você? Gosto. Mas você sabe que gostar é pouco, temos muitas coisas e pessoas nos separando... Eu sei, eu sei que nós já conversamos isso, mas deixa eu falar, só com você que eu não me canso de falar, então faz a segunda melhor coisa que você sabe fazer e me escuta. Não lembra qual é a primeira? Você sabe sim, eu já te falei um milhão de vezes. Não, isso você também faz muito bem, mas não é a primeira coisa não. Eu te falo sim senhorita esquecidinha, é sorrir e fazer o mundo mais fácil, mais infantil, mais simpático, o meu mundo mais colorido, mais "relaxa, pensamentos positivo atrai coisas positivas"- é essa mesmo a frase que você tanto fala quando as coisas estão indo mal, não é? - Enfim, tenho que desligar, meus créditos estão acabando. Se eu vou la amanha? Porque, você quer que eu vá? Menininha complicada. Beijos e, se eu não te ver amanha, até a próxima. A única coisa boa disso é saber que você ta ficando cada dia mais linda e ficar muito tempo sem te ver me proporciona reparar nisso com mais facilidade. Tchau.
-Tchau...

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A (por mim desconhecida) linha tênue entre o amor, a paixão e o ódio.

  Com você não era amor, era paixão avassaladora, diabólica, obsessiva, compulsiva. Amor é sentimento pra gente centrada, coisa que nós nunca fomos, paixão é que queima, doí,enlouquece, cega. Paixão é sentimento de gente corajosa.
  Não era relacionamento pro sofá da minha sala, era pro banco de trás do meu carro, pra cima da pia da sua cozinha, para os  últimos assentos do canto do cinema. Você não é do tipo pra apresentar para os meus pais, era do tipo pra me apresentar todos os cantos da sua casa de praia.
  Juntos era perversidade e ligações inesperadas no meio da tarde, com a voz firme e decidida "to na porta da sua casa. Desce agora." . Eu, sempre acostumada a mandar e desmandar nos meus antigos relacionamentos, ficava puta com esse jeito de me tratar. Era isso que você queria, isso que você gostava, de me ver distribuindo tapas, palavrões e vociferando insultos. Tapas seguidos de beijos, palavrões seguidos de carinhos, insultos seguidos de apertos do meu corpo contra o seu.
Essa era a diferença desse para os meus outros relacionamentos, não tinha diferença entre amor e odio, eram misturados junto a nós e os lençóis da nossa cama.

"Se chorei ou se sorri..."

  O problema é não colocar um fim, é não ter um ponto final, só virgulas e reticencias.
Não da pra aceitar o fim, sem ter um. Sempre fica aquela pontinha de esperança, de sentimento, de  arrependimento por ter deixado de falar ou fazer alguma coisa por pudor ou orgulho. Porque se tem uma coisa que nós deveríamos aprender a usar melhor é o orgulho (sendo orgulho diferente de amor próprio. O ultimo é essencial o primeiro é maleável e, muitas vezes, dispensável).
  Já dizia minha mãe: tudo que começa errado, termina errado. E nós eramos a personificação do erro.
Pelo menos eu nunca vou poder dizer que minha vida não era emocionante quando eu tinha você ao meu lado: sofri, chorei, sorri, cresci, um pouco de tudo. Com você eu pude experimentar todas as sensações e não me arrependo de nada que aconteceu, não mudaria nada que fizemos juntos, só lamento ter perdido tempo brigando ao invés de estar te abraçando, deixando minhas questões morais falarem mais alto que as minhas vontades, fazendo do meu orgulho o mestre ao invés do meu coração.
  Depois de tantos erros entre a gente, mando dois lembretes, um pra mim: parar de ouvir  'Fresno-Não leve a mal' porque me faz chorar. E um pra você: te encontro daqui a 5 anos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Das situações incomuns em lugares triviais.

  Você é do tipo interessante para os olhos, quando te vi a primeira vez fiquei intrigada com seu jeito. Você tinha dreads,gostei; usava roupas estilosas,gostei; e, principalmente, gostei o modo como me olhou, como se visse através das minhas roupas e, não se iluda, não era meu coração que ele via, era minha pele, minha marquinha de biquíni, minhas sardas... Me senti pelada, ali, na frente de todo mundo, no meio do banco e não adiantava desviar o olhar, você ficou me encarando, me despindo.
  Você estava na fila ao lado e foi atendido primeiro. Ufa, que alivio, já estava ficando sem graça com aquele olhar filho da puta de safado. Não que eu não goste, não que não tenha me feito sentir mais mulher, mas ali não era lugar, não tinha abertura para dar continuidade ao olhar e só o olhar era pouco pra mim. Não me importava seu nome, apresentações eram desnecessárias, eu só queria ver aquele olhar de perto, brincando de "ligue os pontos" com as minhas pintas, ver meu olho verde pelo reflexo do seu castanho, suas tatuagens encostando nas minhas, suas roupas jogadas em cima do sofá misturadas ao meu vestido florido e sua respiração se confundindo com a minha. Era isso que eu queria.   
  Chamaram a minha senha e você continuava a ser atendido e continuava a me dar umas olhadas. Com sorte eu acabo primeiro e saio logo de perto desse olhar, eu pensei. Sorte, desde quando eu tenho sorte? Sei muito bem que não posso contar com ela. Acabou o seu atendimento e você foi embora, não olhei para atrás, não sei se você ficou esperando eu virar e dar um sorrisinho como quem diz "me espera la fora". Sai meio esbaforida, guardando meus documento e seu olhar na minha pasta de "inesquecíveis" e sem perceber trombei em você.
Parece coisa de filme hollywoodiano, e se fosse um filme a nossa historia de amor teria começado ali. Mas não é filme, é a minha vida, a mesma que por muitas vezes eu dei a alcunha de novela mexicana por ser uma bagunça e cheia de momentos sem nexo, como esse.
  Me desculpei, peguei minhas coisas que caíram e sai rápido sem olhar pra você, sei que era o dono do olhar pelos dreads e pela roupa, não me atrevi a te olhar nos olhos. Se eu olhasse o passo seguinte seria algo como "me tira daqui e me leva pra onde você quiser", escolhi não olhar e não sei se foi a escolha certa, só sei que ninguém nunca mais me olhou com um olhar tão bom de ser sentido.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

E quem não é romântica?

  Já deu de amores platônicos, cansei dessa pegação promíscua, de relacionamentos de uma noite, superficiais, que não me acrescentam em nada. Eu ,sinceramente, quero amor na minha vida, quero ficar boba, ter frio na barriga só de pensar que vou encontrar com ele, quero ter companhia pro domingo a noite e pra quarta a tarde. Me amo quando estou apaixonada, sou melhor pra mim e para os outros a minha volta. 
   Não falta homem, falta homem apaixonante. Conheço inúmeros rapazes que são um maximo, mas -sempre tem um "mas"- não me tiram o folego, nao me deixam com borboletas no estomago, nem as pernas bambas. Ok, talvez eu esteja sendo muito rigorosa e escolhendo demais, mas, poxa, se for pra pegar qualquer coisa, começar um namoro e dar tudo errado em menos de 3 meses, eu prefiro ficar sozinha.
  Quero alguem que me mande mensagem de madrugada, alguem que eu possa mandar mensagem a qualquer hora. Cansei de brincar de vida sozinha, quero alguem que me acompanhe nessa brincadeira.

domingo, 4 de setembro de 2011

O coração bate e sou eu que apanho.

  Digo “não”. Esperneio que não, não, não e não. Mas você tem graduação em charme, mestrado em sorrir e fazer o mundo a minha volta desaparecer e doutorado em fazer meu coração bater. Bater não, ficar incontrolável, descontrolado, ensandecido. Ele (o coração) me entrega antes de eu me entregar.
  Eu não me importo de não ter você por perto desde que você não cisme, as vezes, de me procurar. Ou me quer de segunda a segunda ou não me quer. Então Vem, faz o que você quer fazer e vai embora logo. Vem e tenta não sorrir daquele jeito que me deixa sem chão, tenta não me fazer sentir única, vem e tenta não ser você
Só eu sei como doses homeopáticas de você são insuficientes. Juro que aprendo a te esquecer, se você jurar que para de cismar que sente saudades de mim sempre que vê lacinhos azuis por ai.
  A questão não é o comprometimento social, a questão é o comprometimento sentimental que eu desenvolvi por você, a situação é: não temos nada, nunca teremos nada- socialmente falando- mas sentimentalmente e mentalmente nós temos tudo, nós somos o tudo.
  Tá vendo? Já estou me derretendo toda por você, deixando você ultrapassar aos poucos o muro que eu construí entre nós para os meus sentimentos não falarem mais alto. E la vem você, depois de toda grosseria e cutucadas, que eu te dei a noite inteira, vira e fala que a ultima coisa que você quer é me ver triste, ainda mais se for você que tiver causado tal sentimento. Falei pra você não ser você e você achou que era brincadeira, agora me aguenta chorando, abraçada a você no meio do bar, me sentindo uma boba romântica. O que me consola é que depois de já ter ingerido doses consideráveis de  álcool eu choraria até mesmo se você não tivesse me falado nada. Alias, não preciso de palavras quando tenho os olhos, que eu mais tenho saudades, em cima dos meus.

sábado, 13 de agosto de 2011

Não vejo finalidade no fim.

  Tenho o péssimo costume de não colocar um ponto final nos meus relacionamentos. Deixo o tempo, ou melhor, a falta de tempo ir me afastando da pessoa e acaba assim, sem conversa, sem despedida, assim como se a gente fosse se ver amanha, só que esse amanha não existe. Por isso eu acabo emendando uma cisma na outra- costumo falar que estou cismada por um cara, e não apaixonada. Paixão da medo, pode virar amor, já a cisma passa, quando a gente nem imagina ela vai embora, e, no meu caso, recomeça com outra pessoa.
  Ex de verdade, de relacionamento serio, são poucos, mas ex de sentimento tenho vários. 
Não me culpe ou me ache fácil, ou ache se quiser, sei que sou sempre intensa nos meus sentimentos, gosto de sentir tudo que as relações podem me proporcionar: se é pra sofrer eu choro até desidratar, se é pra ser feliz eu aproveito cada segundo, se for pra sentir ciume pode ter certeza que eu farei uma dessas patéticas cenas merecedoras de um Oscar. Ou é quente ou é frio, morno não serve, amar com pé atras é muito fácil, quero ver é colocar os dois pés na frente e se jogar.
  Mas, quando penso que não, algum deles aparece na minha frente, mais lindo do que nunca, mais charmoso que o Johnny Deep e mais interessante do que eu já pude supor que eles ficariam um dia. Esse é o problema em sentir demais, ao reencontrar minhas antigas cismas vem tudo de uma vez, uma tsunami de lembranças e sensações que eu nunca consigo controlar e vivo tudo outra vez.

sábado, 6 de agosto de 2011

É real?

  A gente se despede e quando eu olho pra trás você está la, parado,  me olhando. Será que você quer me dizer alguma coisa ou será que eu estou romantizando demais e você estava era olhando para as minhas pernas naquele vestido de verão?
  Fala que gosta do meu jeito mas me cumprimenta com um aceno de longe, será que da pra alguem fazer sentido? Já que eu não sou boa nisso, bem que podia ser você.
  Fico tentando entender se isso é só amizade ou tem algo mais, algo que nós encondemos por medo de não sermos correspondidos.. Sou uma romântica inveterada mesmo, vai ver você só quer me "pegar" e no outro dia fingir que nada aconteceu .

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Palavras não voltam atrás.

  Você fez uma musica pra mim e eu nem lembro a letra, sei que falava alguma coisa do tipo "o jeito daquela ruiva me deixa sem jeito..." ou " me deixa sem chão...". Sinceramente, eu não dei a minima atenção e ainda brinquei que essa musica servia pra qualquer uma que você quisesse, era só trocar o "ruiva" por "morena" ou "loira". Fui dura e grossa com você, e você não merecia... Sempre presente, me ligava, ajudava nos estudos, me deu o apelido de ruivinha riponga, achava um charme quando eu trançava meu cabelo e me contava seus plano pro futuro. Planos em que eu sempre aparecia como seu braço direito, sua parceira e isso me deu medo. Foi ficando serio demais, grudento demais, obrigatório demais, te ver tinha virado um dever e não mais um prazer, então eu fugi. Fugi de você e do sentimento que estava começando a crescer dentro de mim.
  Parece ingrato, mas eu não queria coisa séria, é clichê mas é cabível: o problema não era você, era eu. Eu não queria relacionamento serio não era com você, era com ninguém.
  Tive medo de me entregar, medo de dar tudo errado mais uma vez, fui egoísta e preferi fazer você sofrer ao supor que você me faria sofrer futuramente. Fui fraca e não retribui os sentimentos que você me ofereceu.
  Você me evitou com razão, aquele "a gente nunca vai ter nada" que eu falei é meu arrependimento eterno, não porque eu queria algo com você, não queria mesmo, mas por ter falado de um modo tão grosseiro com quem só faltava "carregar água na peneira" por mim. Ao não olhar na minha cara por algumas semanas eu te dei razão, eu no seu lugar não olharia na minha cara nunca mais, mas você não, vai ter um bom coração assim com outra que te dê valor, não comigo. Me tratar bem foi o maior troco que você podia me dar, continuar me olhando com carinho não demonstra que você é um bobo sem amor próprio, pelo contrario, mostra maturidade, maturidade que eu não tive.
  As vezes da uma saudade do jeito que você me tratava, da vontade de pegar meu celular e te mandar uma mensagem engraçadinha perguntando como você está, mas não, você não merece alguém tão volúvel que ainda não sabe direito o que quer, que um dia te ama e um dia te odeia, um dia sente sua falta e no outro quer a companhia de qualquer um, menos a sua.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Adeus não, até logo - com a ajuda do destino.

  No meio daquela sala cheia, eu sentada em um sofá de frente pra você, cada um conversando com seus respectivos amigos, nos olhamos com o maior ar de cumplicidade da história dos olhares.  Eu com meu jeito tímido de te olhar, meio que entre os fios soltos da minha franja e você escancarado, como sempre, ainda solta um daquele sorrisos faceiros que naturalmente você tem e que intensifica proporcionalmente ao seu teor alcoólico, como quem diz “vem pra cá, tem lugar pra você do meu lado esquerdo - e eu nem estou me referindo à essa cadeira.”Levanto e não resisto, não resisto ao seu cabelo preto cacheado com aparência de meio ensebado, ao seu all star preto que combina tão bem com o meu vermelho, ao seu indiscutível charme de homem vivido, nem à sua barba... E que barba. Se eu fosse falar dela tinha que separar no mínimo um parágrafo pra explicar a influencia que ela tem sobre mim e até arrisco falar que era ela que me mantinha tão fascinada por você.                                                                           Sento do seu lado esquerdo na esperança de estar do lado esquerdo do seu peito também. Então você me abraça só pra sentir meu coração, só pra constatar o que você já sabe: que ele fica acelerado quando eu estou com você. Brinca que “eu faço seu coração disparar”, mas nem imagina que isso não é uma brincadeira, eu e você não somos uma brincadeira, não mais.   Te tenho pela metade, não no quesito sentimento, porque nisso tenho o que mereço. Metade por saber que te ter por inteiro não daria certo, metade por ter que te dividir com outras, por escolha (talvez?), mas, principalmente, por saber que te ter por inteiro agora e te perder depois ia doer muito, mais do que agora que só tenho metade.   
   Esse rolo, que tem data e hora pra acabar, saiu do meu controle e agora, só agora, me dei conta de que eu estou apaixonada por você, pelas suas roupas, pelo modo como alterno ser menina e mulher quando estou ao seu lado. Pode ser mais uma das minhas paixonites que passam em 3 meses, mas nós não temos esse tempo todo, não é pessimismo, é realismo.                                           Você foi embora e eu quase sinto seu cheiro quando fecho os olhos. É um cheiro que, quando nos despedimos, fica em mim o dia inteiro e me faz lembrar de você quando eu bem entendo. Decidi que quero guardar algo de você, algo além das lembranças, que ficam confusas e embaralhadas com o tempo. Pensei em algumas coisas materias, algum objeto que você sempre usa, ou algum dos seus “enfeites” ripongas, mas estava indo pelo caminho errado, melhor escolha seria guardar seu cheiro, que, além de tudo, eu posso reviver na minha cabeça quando eu quiser. 

sábado, 30 de julho de 2011

O outro lado do mundo é logo ali.

  Você é assim, aparece, fica um pouco, depois some por um tempo muito grande pro meu gosto. É engraçado que, se eu puxar qualquer parte das minhas lembranças com você, nós estamos conversando, pessoalmente, via sms, pelo celular, algum site de relacionamento, msn... Chegou uma época em que eu já tinha decorado o número do seu celular e como era sua voz pelo telefone, então, a gente vai e some um da vida do outro mais uma vez.
  Fazia uns 6 meses que a gente não se falava. "Fazia" "falava" no passado mesmo, porque hoje você apareceu com aquele frase que eu já ouvi inúmeras vezes vindo da sua boca e que eu tanto adoro "oi branquinha, porque sumiu?". É engraçado porque nesses 6 meses eu nem lembrei que você existia, ta, mentira, talvez eu tenha lembrado numa dessas noites em que parece que o travesseiro não colabora ,você não consegue achar uma boa posição pra dormir, desiste e acaba pensando na vida. Mas hoje, segundos antes de você dar sinal de vida, me veio você na cabeça. Assim, meio paranormal mesmo,coisa do destino talvez, você sabe que eu sempre fui muito ligada nessas coisas misticas, eu, que sempre fui uma curiosa, já tive baralho de tarô e tentei aprender a arte da quiromancia,  levo muito em consideração essas coisas.
  Você veio cheio de novidades, contando tudo sem passar as histórias no filtro do que deve ser contado e o que nunca se deve contar, fala de festas, bebedeiras, mulheres, e teve "A" novidade: estou do outro lado do mundo.  Como assim? Fiquei em uma confusão de sentimentos, feliz e empolgada por você, mas ao mesmo tempo...Poxa, do outro lado do mundo? Não podia ser do outro lado da minha cama não?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quando o sentimento é muito pra dizer "te adoro" e pouco pra dizer "te amo".

   Penso se tudo deu errado ou certo, é estranho supor como seria se tivesse dado certo,ou errado, já que eu ainda não me decidi se o fim foi algo bom ou ruim pra mim. A gente sempre se entendeu tão bem, não sei se você era tudo aquilo mesmo ou se minha cabeça te endeusava e meus sentimentos me cegavam e faziam dos seus defeitos algo secundário, não sei se você mudou tanto assim ou se te vejo diferente hoje em dia por não ser mais apaixonadinha por você. Nem sei se foi paixão, na verdade durou muito pra ser paixão e eu já ouvi falar que paixão tem data de validade, mas também não sei se foi amor, mas se tiver sido eu falo que amar é bom.
   Tenho saudades das nossas conversas intermináveis, em que um participava da viagem do outro sem julgamentos, de sempre sermos sinceros, da intimidade adquirida com o tempo - que me rendeu (por métodos empíricos) a prova de que a frase "intimidade é um caminho sem volta" é uma grande balela, porque nós ainda conversamos, mas sem aquela intimidade da época.
   Já passou há muito tempo a minha loucura por você, já não te acho o amor da minha vida (mesmo me referindo a você como “ex-amor-da-minha-vida), você não me visita mais nos sonhos e nem na minha casa,já não procuro saber da sua vida e o principal não te mando “sms alcoolica” há muito tempo.Se eu animava estar com você mais uma vez ? Esse não é o tipo de pergunta que se faça. Mas se quer saber, o fato de não te querer mais não exclui o de você continuar meu tipo certo. Animava, e como…

3,2,1... Lá vou eu!

Depois dos "sonhos verdes" resolvi ter sonhos de outras cores.
Começando agora com esse blog, mas sonhando desde sempre com um mundo colorido...