terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ponto fraco.

  Você tem o sorriso mais gostoso de todos que meus olhos já viram e minha memória me permite lembrar. Daqueles que só de ver da vontade de sorrir também, não pelo motivo que te fez mostra-lo, é por ele mesmo, pelo fato dele me desarmar e me levar até você sem eu perceber. Sorrisos sempre foram meu ponto fraco.
Você sem ele seria só mais um rapaz bonito, como muito outros daqui. Ele é seu diferencial; minha tentação; o que todas, que te olham, esperam que você mostre quando você passa, alimentado assim o amor platônico delas (e, não sejamos hipócritas, o meu também, nem tão platônico mais, apenas amor).
   Falam por ai que uma pessoa sem vícios não é confiável, tenho minha droga preferida.Ficar sem te ver por mais de três dias é abstinência, pequenas doses diárias de você são suficientes, gargalhadas me levam ao êxtase e passar a noite juntos é overdose. Vem e traz seu sorriso, não importa se está sorririndo com desdém, sorrindo fulgurantemente ou sorrindo tolamente.
  Com um charme deses, o que você quer comigo? Eu me pergunto todas as vezes em que você me chama por apelidos carinhosos, fala que eu fico linda de vestido, aparece "misteriosamente" nos lugares que eu estou e me acompanha com o seu olhar quando passo pelos corredores apressada. Você poderia ter o mundo, mas não, no momento, só quer iluminar meu mundo com seu sorriso, musicas tocadas no seu violão e sotaque do interior.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Miragens da madrugada.

  Eu queria saber quantas pessoas,nesse exato momento,  também estão sofrendo por amor. Pela falta, pelo não correspondido, por não conseguir corresponder. Quantas?
  Eu queria que essas luzes pisca-pisca de natal fossem abolidas, tenho pavor dessas luzes, acho desnecessárias, não preciso explicar,não sei explicar o porque, só sei que são irritantementes dispensáveis.
  Eu queria estar na rua, tomando essa chuva, tomando um copo de uma bebida bem forte, tomando na cara pra ver se aprendo a te esquecer e paro de sofrer todas as noites. E paro de sorrir pra qualquer um. E paro de sonhar com os olhos abertos. E paro de achar que a humanidade tem salvação. E paro de sentir tudo demais.
  Eu queria trocar todos esses "querer" por uma, uma misera noite com você. Das seis da noite, as seis da manha. Concluir desejos, finalizar conversas, alimentar meus sentimentos, sentir sua lingua quente brincar pelo meu pescoço, rever seu sorriso fácil e te mostrar que ainda sei morder sem machucar e ainda assim ser gostoso. Sei que isso não vai me fazer parar de sofrer, mas vai me dar uma noite a menos de sofrimento e uma a mais de prazer.
Cansei de me nutrir de fantasia, sei que a realidade com você é muito melhor, sei que vai pegar na minha mão,me abraçar daquele jeito gostoso e me chamar de bichinho acuado. Sei que vai embora logo pela manha e ficarei por mais seis meses remoendo nossa madrugada. Remoendo não por estar arrependida, remoendo por não entender porque eu demoro a aceitar seus primeiros beijos depois de tanto tempo sem te ver, por não entender porque eu ainda passo no filtro da moralidade o que eu desejo fazer com você, se só há nós dois, um quarto, uma garrafa e muitas coisas pra viver em poucas horas de vida juntos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Cazuza me entenderia.

  É na madrugada que eu mais sinto sua falta, é quando meus pés estão frios e não tem ninguém para esquenta-los, é quando, proposital -e, porque não, masoquista - eu coloco a nossa musica pra tocar, seguida de  Marisa Monte e Adriana Calcanhoto, as rainhas da fossa. Tudo isso de fone nos ouvidos, claro, não acho justa compartilhar minha depressão com meus vizinhos e com quem mora comigo.
  Melancolia, tristeza, depressão, fossa, dor de cotovelo, sinônimos de "sinto sua falta, volta pra mim" motivam um dos momento mais impares da minha vida, eu, sempre tão feliz e animada, me pego suspirando e lembrando de conversas sentados no chão da sala da sua casa ouvindo Cazuza e discutindo se mentiras sinceras nos interessam e se você tinha vocação pra ser um "exagerado" que me traria mil rosas roubadas pra desculpar suas mentiras, suas mancadas.
  Fico introspectiva, tento imaginar no que você está fazendo agora: com alguma mulher; sozinho; dormindo de bêbado esparramado na sua cama; escrevendo um romance; fumando e tomando café, acostumado com sua peculiar insonia.
  São quase três da manha e eu continuo aqui na rede, com as mesmas manias de coçar a cabeça com o dedo indicador, de pintar as unhas do pé de preto, de dormir pro lado contrário da cama; com as mesma tatuagens que você sempre achou sexy; as mesmas mãos frias esperando pelas suas para aquece-las e falar sério brincando o ditado "mão fria, coração quente".
   Me chama de "minha flor, meu bebê" e vem manter quente o coração (e os pés) dessa maior abandonada que sabe que cada vez que te ver vai ser sempre muito mais bacana que na semana passada.
"Todo mundo tem um ponto fraco, você é o meu, porque não?" É, Cazuza me entenderia.

Diálogos em uma mesa de bar.

-Seu coração já foi partido?

-Já, uma vez. Doeu. E o seu?

-Partido, pisado, estraçalhado, estilhaçado. Posso até apostar que parou de bater por alguns segundos de tão machucado que ficou.

-Ainda bem que machucados saram e feridas fecham né?

-É sim, pequena. É clichê, mas é sim.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Quando a esmola é demais...

  Desenvolvo amores platonicos por onde passo, meu coração é muito inocente e se apaixona facilmente, crio obsessões e depois de um tempo passa. Ou passava, já que conheci alguém que não sabe "brincar" de amor platônico.
Deixa eu te ensinar que esse tipo de amor não pode ser correspondido, você não pode ter um amor platônico por quem sente o mesmo por você. Não sabe brincar, não brinca. Não quebra o encanto.
  Você passava e eu te olhava; você sorria e eu , à distancia, me derretia; você falava em publico e eu voltava toda a minha atenção para a sua fala. Estava tudo como sempre foi, tudo certo, eu te endeusando e você sem saber da minha existência, normal demais pra ser verdade. Então você resolve puxar conversa comigo, saber meu nome, o que eu fazia da vida, se eu aceitava um gole do que você estava bebendo.
Lindo e simpático. Lindo eu já sabia, mas simpático, sim, simpático, porque era obvio que ele não estava me paquerando, ele era o meu paquera, minha vida não é tão certinha assim ao ponto de eu ser interessada por quem é interessado por mim. Lindo sim. Simpático sim. Me paquerando: talvez, com chances bem remotas.
Não sou pessimista, só não sou acostumada com uma vida amorosa dando certo.
Daí pra me ver de longe e ir até onde eu estivesse pra me cumprimentar foi rápido, pra me incluir nos jogos com seus amigos foi mais rápido ainda (agradeço todos os dias por ter uma família que tem sangue pra jogatina e desde pequena sei jogar qualquer jogo de cartas). Só faltava uma coisa: eu aceitar que você não estava sendo simpático sem nenhuma intenção por trás disso tudo.
Aceitei, me joguei. Conheci seu carro, conheci sua casa, conhecia sua vida, conheci você. E da paixão platônica ficou apenas a paixão.

domingo, 13 de novembro de 2011

Choro sim e estou vivendo, tem gente que não chora e vive engasgado.

   Chorar nunca foi uma das coisas que eu mais gosto, nem sozinha -na cama que é lugar quente, como diz minha mãe- e muito menos na frente das pessoas. Não por orgulho, não por medo de me acharem sentimental ou fraca, mas por achar que choro é muito pessoal, é um momento não só pra colocar tudo pra fora em forma de lagrimas, é pra pensar, pra sentir, porque se for pra chorar, é pra chorar mesmo, com direito a dormir com o nariz entupido e acordar com a cara inchada no dia seguinte.
  Só seguro o choro porque sei que se eu der liberdade ele não para mais, vai sair por tudo e todos, até pelo que não deve. Então prendo, como quem prende o ar, a enxurrada de goticulas salgadas, seguro até eu me sentir segura o suficiente pra chorar por horas, sem ser interrompida pelos outros, só pelos meus pensamentos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Me liga, me atende, me tira do gancho e me deixa fora da minha área de cobertura.

-Alô?!
-Sabe quem é?
-Sei...
-Ta podendo falar mocinha?
-Tô.
-Eu só queria te falar que eu não desisti de você...Eu sei, eu sei que nós já conversamos sobre isso, mas eu quero reforçar a ideia. Nosso plano ta de pé. Você lembra dele né? Eu sei, ta meio bagunçado aqui, tem muita gente falando no fundo e isso é o pior, porque se eu estivesse sozinho, na minha casa, na rua ou no transito eu estaria sozinho de verdade, é triste ter um monte de gente a sua volta e sentir falta de alguma coisa, de alguém. Eu sei, eu sei que nós acabamos de nos ver, mas você estava estranha. Eu entendo seus motivos, te dou razão, mas você sabia de tudo desde o começo, eu nunca menti pra você, nunca te enganei. Gosto de você? Gosto. Mas você sabe que gostar é pouco, temos muitas coisas e pessoas nos separando... Eu sei, eu sei que nós já conversamos isso, mas deixa eu falar, só com você que eu não me canso de falar, então faz a segunda melhor coisa que você sabe fazer e me escuta. Não lembra qual é a primeira? Você sabe sim, eu já te falei um milhão de vezes. Não, isso você também faz muito bem, mas não é a primeira coisa não. Eu te falo sim senhorita esquecidinha, é sorrir e fazer o mundo mais fácil, mais infantil, mais simpático, o meu mundo mais colorido, mais "relaxa, pensamentos positivo atrai coisas positivas"- é essa mesmo a frase que você tanto fala quando as coisas estão indo mal, não é? - Enfim, tenho que desligar, meus créditos estão acabando. Se eu vou la amanha? Porque, você quer que eu vá? Menininha complicada. Beijos e, se eu não te ver amanha, até a próxima. A única coisa boa disso é saber que você ta ficando cada dia mais linda e ficar muito tempo sem te ver me proporciona reparar nisso com mais facilidade. Tchau.
-Tchau...