quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Au revoir, mon amour

  Você me abraçou e um nó se fez na minha garganta. Não queria que você fosse, mas sabia que, mesmo ficando, não ficaria comigo.
Queria pedir, gritar, implorar não sei pelo o que, mas não queria simplesmente te abraçar e ir embora.
  Odeio despedidas, sempre acabo aos prantos, com o nariz vermelho e o rímel borrado, não queria que você passasse por isso. Então te abracei e virei pro lado contrario ao que você estava, eu sabia que aguentava qualquer coisa, meu corpo encostado no seu no abraço, sua mão firme na minha cintura, seu beijo na minha bochecha gritando que nós dois sabíamos que tinha que ser na boca, sua respiração no meu pescoço, tudo, qualquer coisa, eu só não ia aguentar te olhar nos olhos e ter certeza da sua partida.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Molejo me entenderia.

  Você é vândalo, pula o muro que construí em volta do meu coração e invade, me enche de você, pra depois eu ficar cheia de saudades. Saudades de jogar conversa fora até tarde, dos "bom dia" depois do meio dia, da tarde deitados na rede fumando e dos seus olhos pequenos em cima dos meus.
  É sempre bom te ter por perto, ser alvo das suas cantadas baratas, as suas mordidas na minha barriga e o tanto que é lindo o abrir e fechar da sua boca enquanto fala o apelido que me deu. Você ainda faz minhas pernas tremerem, minha barriga revirar, meus olhos brilharem e meu coração sapatear em cima da minha razão.
  Ninguem nos apoia como casal, nem minhas amigas, nem minha mãe, e, por muitas vezes acho, que nem você. Por isso digo que já te superei, grito que não te quero mais, passo com outro na sua frente pra mostrar que to em outra, mas basta um encontro casual, um abraço e um cheiro no pescoço que eu caio, caio aos seus pés, esqueço do meu discurso preparado de porque-você-ainda-me-procura-do-nada-se-foi-você-que-não-me-quis-mais-? e do tempo que você ficou sem falar comigo. Esqueço principalmente de quem eu sou, porque na sua presença eu não sou mais minha, sou sua.
Me usa, me abusa, me pega e leva pro canto da sua cama, só não me devolve pro mundo de novo, sempre que você me devolve, eu deixo um pouquinho de mim com você e volto deficiente.
    Era amor, era cilada e eu adorava. Você só não me bagunça mais, porque eu já sou uma bagunça sozinha.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Camping no meu coração

  Sempre que eu canso  e quero fugir de tudo, te incluo nos meus planos.
 A companhia perfeita, diversão garantida, muito carinho, só nós dois e o barulho dos passarinhos. 
Eu  trocava toda a comodidade da minha casa, por uma barraca pequena no meio do mato se fosse com você.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Super herói.

  E eu queria poder gritar pro mundo que agora eu tenho você. Esfregar na cara de todos os rapazes que me esnobaram e falaram que eu não ia conseguir ninguém pra me aguentar, que eu consegui sim.  Pras tias que perguntam "cadê o namoradinho?" nos eventos familiares, tá aqui, arrumei. 
Queria contar tudo que eu sinto, mas eu tenho medo de te assustar, tenho muito medo mesmo, porque no fundo eu sou uma medrosa que tem tanto amor pra dar, que não sabe como fazer isso sem assustar os outros.
  Mas não, eu não vou gritar, nem esfregar você na cara de ninguém, esse nosso sentimento é sussurro, é não precisar dizer uma palavra e só se olhar pra saber o que o outro quer dizer, é toque com a porta do quarto fechada, é abraço na rua escura e beijo na escada do meu prédio, é mãos dadas no meio da multidão, é musica pra lembrar do outro, é um gostar que não precisa ser dito, porque da pra ver, da pra sentir.
  É homem aranha, conseguiu prender essa Mary Jane que sempre morreu de medo de compromisso sério na sua teia. Você não conseguiu me salvar do assalto, mas me salvou de uma coisa muito mais importante, do medo de gostar de verdade de alguem.
Das tantas coisas que têm me ensinado, a reciprocidade têm sido a mais importante.
Pode ser cedo pra dizer isso, mas obrigada.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vaga na área de administrador de coração:

Quando eu perguntei se te dava trabalho, você riu daquele jeito todo cheio de si, que eu tanto gosto, e respondeu:
- Se você me der trabalho, eu não aposento nunca!

domingo, 10 de novembro de 2013

Futuros amantes

Quando é pra ser, vai ser.
Se for pra ser, será.
Não importa o tempo que demore,
não tem família indo contra que afaste
não tem distancia capaz de fazer esquecer,
não há briga séria que ocasione o fim.
Tudo tem seu momento certo.
Vai além do nosso controle.
O destino junta,
o universo reaproxima,
o acaso une. 

  Se o grande mestre Chico Buarque falou, tá falado "não se afobe não, que nada é pra já. O amor não tem pressa, ele pode esperar..."