segunda-feira, 1 de abril de 2013

A princesa.

É como se eu tivesse usado vários tipos de drogas e estivesse prestes a ter uma overdose. É assim que eu vejo esse amor doido que sinto por você.
Sempre quis amar pouco, ser controlada, calma e segura, mas não dá, nasci pra sentir muito, sentir tudo.

 Depois de ouvir você dizer que eu tenho cheiro de neném, eu nunca mais usei aquele hidratante, e eu nunca mais ouvi Noel Rosa sem uma pontada de dor no coração, e eu nunca mais vi pandeiros e consegui não procurar um all star verde nos pés de quem o tocava, e eu nunca mais te vi. Até sinal de fumaça seria mais válido que essa falta de noticia. 
O problema é que, mesmo depois de tanto tempo, ao fechar os olhos eu ainda consigo ver você me chamando de princesa e me apertando delicadamente contra seu peito. Confesso odiar que me chamem de princesa, acho cantada barata demais, até pra você, mas, saindo da sua boca, o que não fica lindo, me diz?

Nao te quero como meu príncipe, bom mesmo é o tipo de homem que você é, daquelas caras sujos que falam gostosa no seu ouvido, não cheiram a perfume e respiram pesado no seu ouvido para você pensar que está transando, assim Tati Bernardi definiu algum homem e eu peguei a definição pra você.    

Torço pra você nunca achar meus textos pela internet, imagina que estranho você descobrindo toda essa paixão por você; que cortaria meu cabelo chanel e pintaria de azul se isso fosse condição pra te ter por perto; que largaria tudo, faculdade, família, minha cômoda vida de solteira e iria até pro frio da Russia, quando você se cansasse da vida por aqui. 


Te desejo toda a felicidade do mundo, mas não dava pra ter toda a felicidade do mundo estando ao meu lado não?

domingo, 31 de março de 2013

Opostos dispostos.

  É um mistério,vive em seu próprio mundo. Nada, nem ninguém desvia sua atenção, penso que, se a Gisele Bundchen passasse desfilando na sua frente, nem assim o faria desviar os olhos das páginas do livro. 
  Não acredita em deus, não acredita em anjos, nem duendes e seres da natureza. Decora poemas, faz poesias, com tanta sensibilidade, não sei como nem no amor você acredita . E eu, menina que é personificação da crença, disposta a te fazer crer em destino e nos astros, não me canso de rir na sua presença tão forte quanto a luz  do sol e tão aconchegante quanto ficar na cama enrolada com um edredom numa manha chuvosa de domingo, estou disposta a atravessar a rua e ficar ao seu lado trocando o elevador por escadas e fazendo do meu sedentarismo uma escolha inviável.
A antítese perfeita, o clichê dos opostos posto a prova,  a personificação do velho ditado, é o velho amor direcionado a um novo alguém.
  Você não sonha quando dorme, e eu vivo no mundo da lua acordada. Vem pro meu mundo que nele tudo pode, tudo acontece, tem amor, tem fadas e crendices que parecem não fazer sentido, vem pra eu te mostrar que as coisas não precisam ter uma explicação racional sempre, mesmo porque, se tem uma coisa que eu lhe desafio a explicar é essa nossa conexão, mesmo não tendo nada em comum

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Que o universo conspire a nosso favor.

  Não me canso de me perder no mel dos teus olhos, nas curvas do seu sorriso e no erro que é estar com você. Sempre que eu fujo, me escondo, a luz no fim do túnel é o brilho que você emana e acabo sempre no caminho que leva ate sua casa.
  Me pede um abraço, um beijo e em casamento. Assim, um pedido seguido do outro, respondo, como quem pede informação e tem que confiar em um desconhecido que está passando pela rua, que sim, tudo sim, sempre sim, com você, pra você e por você é sim.
Me chama pra ver o sol nascer, pra contar estrelas, pra observar a lua, me tira dessa rotinas desgastante e me leva pro seu mundo, pro mundo que você criou só pra me fazer feliz. Olho pra você e faço um pedido, você é como estrela cadente, de tão precioso, peço pro tempo parar.

-Ôh ruiva, casa comigo, vamos fazer um filho dos olhos verdes e dreads no cabelo...
- Eu quero cinco.
- Que coincidência, eu também!

Que coincidência, ele também...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Mórbida(zinha).

  Tenho medo de dormir e não sonhar. Medo de dormir e não acordar. Mais medo ainda de fechar os olhos, sonhar com você e ter que acordar.
Quando eu não acordar mais, pode saber, preferi continuar sonhando com você.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Me deixa ser. Me deixa viver o que eu sou.

  Já foi a época em que eu tentava ser contida. Riso contido, fala contida, filtro nas conversas, gestos contidos, sentada de pernas cruzadas só balançando a cabeça e com um leve batom rosinha claro na boca. Nude que chama, né? É essa "cor" mesmo. Odeio nude, odeio bege, odeio cor que não é cor, cor que não chama a atenção no meio da multidão. 
Não nasci pra ficar no cantinho da festa, pra aplaudir, meu negocio sempre foi o brilho, o glitter, o glamour, sambar no meio da roda. Sempre fui do palco, não da plateia.
  Me chamar de "aparecida" não é xingamento, pode tentar, te garanto que não vai me atingir, porque eu sei que sou e gosto de ser. Enquanto você tá aí me chamando de aparecida e falando que essa necessidade de chamar a atenção deve vim de algum trauma infantil, eu estou em cima do balcão ganhado tequila na boca e rindo, rindo muito, rindo alto, gargalhando e descendo até o chão, sem limites pra viver. 
  Falo alto com muito orgulho, mesmo sabendo que minha voz  é estridente e fininha, eu sou bem resolvida demais pra me abalar com gente falando mal da minha voz. Depois de muitos copos e muitos karaokês, eu já aceitei que não nasci pra ser cantora, o que já é um avanço, porém do karaokê eu ainda não desisti. 
Prefiro mil vezes falar alto e, não só a pessoa que estou conversando ouvir, do que falar baixinho e ter que repetir umas três vezes porque ninguém me ouviu. Falo alto porque eu falo mesmo e sem pensar, apenas falo e garanto. Falo alto pra me impor? Talvez, pense o que quiser, mas, se quer um conselho, pense menos no que os outros estão fazendo com a vida deles e faça mais pela sua vida.
  Aproveitando que eu tenho voz pra isso, proponho um brinde aos aparecidos, aos que falam alto, aos esparrados, aos sem limites, aos que são tão do amor e da alegria que só tem tempo de viver a própria vida intensamente- amém!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mais um desabafo de alguém que só tenta não trair o seu coração.

  Sou mulher, feminista e não preciso de ninguém pra me fazer ser o que eu quero ser, vou lá e faço, me faço, carrego meu fardo de mês em mês, reclamo que meu cabelo está seco e não acho que uma prostituta é menos pessoa que uma empresaria, nem que uma domestica. Alias, sou contra o xingamento de "puta", sou mesmo, as garotas de programa só são diminuídas na nossa sociedade por que o sexo é considerado algo sujo e ruim. 
Já dizia minha avó,uma coisa que leva as pessoas ao ápice do prazer não pode ser considerado bom por nós, pessoas de bem ou que mulher que sente prazer é "puta". Parece coisa de gente velha, mas, nós sabemos que não é, tem muitos homens e mulheres por aí que pensam a mesma coisa, tanto que, até hoje, muita gente considera a mulher como mulher mesmo, só depois de perder a virgindade. Isto é, você precisa de um homem pra virar mulher, você não é mulher só por ser biologicamente do sexo feminino.
Digo, repito e grito: sou mulher muito antes de qualquer homem me "fazer virar". Sento no bar e peço a minha cerveja tranquilamente, sem ficar pensando que estão achando que eu sou uma encalhada,solteirona e que a minha vida é ruim por não ter um homem ao meu lado; ninguém vai mudar meu modo de vestir para que os homens olhem mais para mim, se eu estou confortável com as minhas roupas e, se ninguém gostar, que se foda, porque eu gostei.
Não é por que não tenho um companheiro que sou uma frustrada com a vida, uma coisa é você buscar um amor, outra é você tentar arrumar um namorado a qualquer custo só pra exibi-lo pra sociedade como um troféu " Olhem, olhem para mim, agora sou parte de vocês, tenho alguém pra chamar de meu e estou encaixando no grupinho de vocês, me aceitem por favor". Isso só demonstra, mais uma vez, que a sociedade acha que você precisa de um homem pra ser feliz, visto que uma mulher beirando os trinta anos e solteira é considera como triste e frustrada com a vida e um homem nessa mesma situação de vida é considerado como um "solteirão feliz e satisfeito".
  Bom, esse é só mais um desabafo de uma menina cansada de ser pressionada pra arranjar um namorado, cansada de chegar sozinha nos lugares e as pessoas olharem com dó e se perguntarem o por que de eu estar sozinha. Estou sozinha por que ninguem apaixonante o suficiente apareceu e eu não pretendo entrar em um relacionamento só para agradar ao mundo.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Crises do fim do mundo

  Então você passa em uma faculdade, estuda quatro/cinco anos, forma e depois trabalha pro resto da vida. 
Não sei se esse é o tipo de vida que eu quero pra mim. Eu sei que a gente precisa trabalhar, precisa de dinheiro, mas o foco nessa vida deveria ser buscar a felicidade e não buscar ter dinheiro a cada dia mais, não é? Coisas não nutrem a alma. Amor nutre, alegria, compartilhar felicidades, é isso que eu quero, é por essas coisas que eu vivo.
  Meu plano de vida é me mudar, morar em uma comunidade alternativa perto da praia; criar meus filhos longe de shopping, de transito, de televisão; dar aula com o intuito não de ensinar uma matéria, mas, principalmente, de formar seres humanos sem preconceito, com a cabeça aberta pro mundo e para o diferente. 
  Eu quero é pisar na areia; conseguir ver as estrelas no céu sem ter um arranha céu no meio; o gelado da aguá da cachoeira limpando o corpo; sentir o sol na pele e vento atrapalhando o cabelo.
Trabalhar sim, mas com algo que eu goste, que me faça crescer mentalmente, que me satisfaça, que me faça produzir algo útil pra humanidade.Nunca em busca do crescimento pessoal apenas, mas do coletivo também. O mundo tem muito pra oferecer, pro pouco tempo que sobra na rotina cansativa do trabalhador. 
  No auge dos meus 20 anos, eu quero pouco, eu só quero ser feliz e mudar pra melhor o mundo das pessoas a minha volta com essa felicidade.