domingo, 18 de novembro de 2012

Papo reto.


  Sabe qual é a diferença ente eu e essas mulheres que alimentam uma paixão secreta por você? A diferença é que eu não escondo, não tenho medo de você não me querer, não tenho medo de você não responder e  não corresponder. 
  Não me importo de você saber da minha loucura por você. Vou mandar declaração de madrugada depois de beber muito além do que deveria, vou sim. Vou me oferecer pra ir à sua casa como quem não quer nada, mas querendo tudo. Vou falar que te faria mais feliz que a sua atual, vou sim. Nada vai me impedir, nem medo da rejeição, nem vergonha, porque o seu “não” eu já tenho, agora eu luto pra conquistar o “sim” que já foi meu algumas vezes um dia e que agora eu quero sempre.
Agora vai, me olha com aquela cara de “você precisa de ajuda psicológica” que eu tanto gosto e fala que eu sou uma atrevida que não tem limites, enquanto eu tento te beijar e você não desvia, não nega, apenas aceita e sorri.
  Até concordo que quem espera sempre alcança, mas quem espera sentado e não luta, dificilmente alcança do jeitinho que quer. E eu quero seu jeitinho recheado de reciprocidade pelo meu carinho, lendo Capitães da Areia e tendo o céu estrelado como teto, assim como os apaixonados do livro vivem, e perceber que, como eles, não precisamos de mais nada se temos o amor.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pior que decepcionar mãe.

-Você não é mais criança. Já passou da hora de você ser responsável e definir suas prioridades na vida. Não é porque você tem um problema que vai encher a cara no bar, as coisas não são assim, as vida não se resolve assim.

  Tem coisas na vida que você tem que ouvir da pessoa certa pra fazer alguma diferença e assim tomar uma atitude. Em momentos como esse, que você decepciona uma das pessoas que mais importam na sua vida, percebe-se que você está trilhando um caminho perigoso, escorregadio e com espinhos, ao qual, talvez, não precisasse.
Pense, apenas reflita...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Vem que vento.

  Você vem e bagunça tudo, como um vento que entra pela janela, derruba foto, joga os papeis no chão, apaga o fogão e bagunça meu cabelo. O problema é que desde de pequena eu gosto de vento, da sensação que ele dá de que vamos voar, da liberdade, do frescor e, agora, de você.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Observo-te. Observa-me?

  Me olha, me olha de novo, me enxerga além das roupas, além das curvas, além do pratico, me vê por dentro, se vê dentro dos meu olhos.
Eu espero você cansar de me olhar pra me aproximar, eu espero a troca de olhares acontecer pra te abraçar. Porque, tem abraço que parece beijo e tem olhar que parece afago. 
  É o verde dentro do verde, é vontade animal contida no meio social, é tão simples e tão gostoso que a gente até complica. 
Só sabe quem sente e ponto. Não tem mais, nem menos; não tem ela, nem ele; tem só quem sabe, quem vê, quem gosta, quem ama. 

domingo, 23 de setembro de 2012

Pululante.

  Eu gosto assim, de amor que pulula. Fere, dói, machuca, ferve, depreda, devasta, transborda. Porque amor tem que reconstruir, derrubar.
Amor que não grita, não faz barulho, não causa formigamento, não te dá uns tapas e manda ficar calada não serve.
Tem que dar vontade de matar e de morrer. É intenso, são más e boas intenções,é insano, é indefinível, é abundante.
  Pra amar, tem que se abrir mão, rimar, mudar e queimar o que for preciso.

domingo, 16 de setembro de 2012

Eu só quero amor,a obrigação nós deixamos pros chatos.

Entra, mesmo se não for pra ficar.
Vem, mesmo que só pra tomar um café. 
Pode me amar só as vezes, não tem problema.
Não quero exclusividade
dispenso apresentação aos pais,
nem precisa me beijar em publico se não quiser,
só me da a mão que eu já fico satisfeita.
Penso que, em um universo paralelo e perfeito, as coisas se resolvem de modo mais fácil, assim, como se só de pensar em você, você fosse teletransportado pra onde estou. Quero me mudar pra lá.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Posso ajudar?

  Tira o cabelo caído no meu rosto,coloca atrás da minha orelha e eu me sinto em um filme hollywoodiano de romance. Sonho que dura pouco tempo, acordo como num tombo, não tenho estrutura pra competir com ex, não tenho paciência  pra dividir atenção e nem tenho certeza se vale mesmo a pena. Só guardo o ciumes no bolso e coloco um sorriso no rosto, nesse mundo novo o eu-ciumenta não tem vez.
  Não peço compromisso, não peço amor eterno, só quero o que eu posso dar, que é carinho, atenção e meu calor nessas madrugadas frias de agosto. Você tem outras opções, talvez propostas melhores, mas eu te escolhi pra passar o tempo, então me deixa ser seu passatempo. Me leva a sério, ou então só me leva.
   Me mostrou o outro lado da cidade, o lado dito obscuro pelos que não conhecem, mas que na verdade brilha, assim como seus olhos, mesmo as vezes distantes, quando procura algo no meio da multidão, e eu tenho vontade de gritar "Ei, para de procurar, eu estou aqui, bem aqui do seu lado" pra ver se você entende que sou o caso mais do acaso e o rolo mais enrolado que já pôde querer na vida.
  Outro mundo, outra vida e eu doida pra desvendar e me encaixar no desconhecido. Abre a porta, abre o coração, me deixa entrar, curar suas feridas e te mostrar que não é só com desilusão que se faz musica, mas com alegria também.